sábado, 31 de janeiro de 2009

Amesterdão 24-26 Janeiro 2009


Depois de quase termos perdido o TGV, lá estávamos nós a caminho de Amesterdão... eu, a Andreia, o Ricardo, a Rita e a Alexandra. Tudo Erasmus de Medicina. A Alexandra é romena por isso a língua oficial da nossa viagem foi o francês. Quando cheguei a Paris pensava ingenuamente que os Erasmus falariam entre si em inglês... nada disso, em qualquer hora e em qualquer lugar, o que se fala é francês.
Chegamos à Amesterdão à hora de almoço e fomos deixar as malas ao nosso abrigo, o Hotel Marnix. Depois de vermos a entrada, percebemos aquilo que tínhamos lido no site: “Our hotel is located in an 125-year old building (it is built in 1883 and this is considered a young building compared to other buildings in the centre of Amsterdam) and therefore we don't have an elevator in the building. There are stairs in here, but they are typical Amsterdam stairs (aka a bit steep and narrow)”. Num equilíbrio instável, subimos as escadas com as malas até à recepção. Depois de pagarmos, fomos encaminhados para uma cave, onde estava o nosso quarto (sem janelas) com os seus 3 beliches (tínhamos reservado 5 camas num quarto de 6). Para dormir não parecia mal. O mais curioso foi ler o aviso que estava na parede... “1- Absolutely no smoking in this hotel. 2- Please keep quiet after 11.30PM. 3-Please keep your rooms tidy. 4- Please don’t store food in your room, this may attract mouse”. Ratos?? É suposto haver ratos dentro do hotel?! Antes que aparecessem ratos, baratas e afins, fomos dar o primeiro passeio pela Veneza do Norte...


Começamos pelo Rijksmuseum, um museu de arte e História da Holanda, onde se encontram várias pinturas de Rembrandt. Ao final da tarde, foi altura de fazermos um passeio de barco pelos famosos canais. Realmente Amesterdão é uma cidade diferente de todas as outras, pela arquitectura típica dos edifícios rodeados pelo água, as janelas sem cortinados, as pontes, os milhares de bicicletas, os barcos onde vivem pessoas e claro, a mentalidade.



Durante a primeira noite em Amesterdão, não pudemos deixar de ir ao Red Light District, com as suas montras, as sex shops, os clubes eróticos, os coffeeshops e os urinóis no meio da rua. No mínimo é curioso. E a verdade é que, talvez por ser um ponto turístico, o ambiente é muito bom e enquadra-se realmente num filosofia de tolerância. Apesar do frio, a noite em Amesterdão estava animadíssima e foi obrigatório passar por Rembrandtplein e Leidseplein, os principais locais nocturnos. Andamos imenso a pé mas as ruas estavam cheias de gente e de diversão.


Leidseplein



Passamos a primeira no hotel e nada de ratos. Hotel aprovado. :) Pelo aroma, alguém andava a fumar alguma coisa dentro do quarto que não tabaco mas depois de um dia em Amesterdão já não se estranha o cheiro. :P No dia seguinte começamos por ir visitar o centro de ciência NEMO, onde havia de tudo um pouco, desde genética a um simulador de “french kiss” ou um vídeo com animais a fazerem sexo (os mais fofos são os cavalos-marinhos lol). Deixo aqui uma das frases que só poderia estar num museu de ciência em Amesterdão: “Sex without love is an empty and meaningless experience, but as empty experiences go, it’s one of the best” (Woody Allen). Lol
Fomos depois ao jardim botânico e à sinagoga portuguesa. Mais para o final da tarde, fomos ao museu do Van Gogh, que é excelente. :) Nesse museu há também uma colecção de pinturas de outros artistas, onde subitamente encontrei um quadro que tenho no meu quarto em Esmoriz: The Seine at Asnières do Renoir (a minha paixão pelo Sena já é de longa data ;) ). À noite fomos ao Holland Casino e terminamos em Leidseplein.


McDonald's (o nosso restaurante habitual :p)


No nosso último dia em Amesterdão, fomos à Oude Kerk (Old Church), onde estava uma exposição insólita (Evil in the Old Church) e ao Stedelijk museum na Nieuwe Kerk (New Church). Vimos a Condomerie (loja de preservativos, nomeadamente com a Torre Eiffel!) e uma loja de Magic Mushrooms (drogas com efeito alucinogénico são consideradas leves?...). Fomos depois ao mercado das flores e a um outro mercado que tinha de tudo um pouco. Por fim, vimos rapidamente o Museu de História de Amesterdão (que estava quase a fechar).


Durante a viagem de regresso no TGV viemos a jogar ao “Stop” em francês, com direito a países, objectos, plantas, alimentos, animais e profissões. Lol Muito pedagógico. ;)
Foi difícil voltar mas voltar para Paris custa sempre menos. :) Adorei a cidade e a companhia, o que no fundo quer dizer que estou a adorar ser Eramus. :)

4 comentários:

  1. Ratos??lol Corajosa...
    Grande passeio sim senhora ;)
    Então essa noite...parece-me inesquecível :)
    Continua a divertir-te!

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  2. tu não têm esquecido dizer sobre os cães, loool. compreendo tudo :))

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  3. Lolol A Alexandra está a aprender mais depressa português do que eu francês (é a Erasmus romena). ;) Achei que a história dos cães e do shampoo faz parte das coisas politicamente não correctas que não são para ser contadas. ;)

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  4. ihihihi...ratos é k não são nada simpáticos :(mas de resto parece k foi um belo passeio;)!

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